IOP – Instituto de Oncologia do Paraná

Perguntas Frequentes

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  1. O que é Câncer?
  2.  Como se desenvolve o câncer?
  3. O Câncer pode ser Hereditário?
  4. Quais são os tratamentos disponíveis?
  5. Quais são os fatores de risco?

 

1. O que é o câncer?

Normalmente, as células agrupam-se e formam tecidos. Estes, quando semelhantes, formam órgãos e sistemas. Assim, fala-se em sistema gastrointestinal, sistema cardiovascular, sistema respiratório, sistema urogenital, entre outros.

Com o tempo, as células envelhecem e necessitam ser substituídas, através de um processo chamado de divisão celular e que irá gerar novas células.

Algumas vezes, entretanto, este processo não ocorre de forma ordenada, originando células novas doentes, que deveriam ser substituídas, mas isso nem sempre ocorre. Ao contrário, surge um acúmulo de células anormais, que denominam-se tumores.

Os tumores podem ser benignos (não trazem, geralmente, risco de vida) ou malignos (podem crescer, invadir tecidos vizinhos, liberar células doentes para outros locais e originar metástases e, dependendo de sua natureza, podem colocar em risco a vida do indivíduo.). Estes são chamados de câncer (por exemplo, câncer de mama, de colo uterino, de pulmão, de cabeça e pescoço, entre outros).

2. Como se desenvolve o câncer?

O câncer é uma doença, na maioria das vezes, crônica e cresce silenciosamente, causando sinais e sintomas quando se encontra em estágios avançados. Alguns tipos de câncer desenvolvem-se de forma aguda, como certos tipos de leucemias.

Existem fatores externos (do meio ambiente) e internos, ou seja, inerentes ao próprio indivíduo, que estão envolvidos no desenvolvimento das neoplasias malignas. Na verdade, na maioria dos casos, é difícil determinar qual destes fatores está mais envolvido no desenvolvimento da doença, de tal forma que se consideram as causas do câncer multifatoriais.

Dentre os fatores intrínsecos, cita-se o material genético, denominado genericamente de DNA, como o principal fator. Os fatores extrínsecos estão representados por vários agentes nocivos, que podem ou não atuar sobre este material genético. Isto é, mesmo quando presente o agente externo não é determinante da doença, visto que os oncogenes (genes que tornam o indivíduo mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença) e os genes supressores de tumor (genes que reparam possíveis danos no material genético do indivíduo) podem ou não ser danificados por estes agentes externos.

Isso explica, por exemplo, porque alguns indivíduos que fumaram por toda a vida não desenvolvem câncer de vias aéreas superiores e pulmão, e outros sim. Isso ocorre para a grande maioria das neoplasias malignas.

A grande maioria dos tipos de câncer ocorre com pessoas com mais de 65 anos de idade, mas existem aqueles da infância e da adolescência e aqueles, geralmente mais agressivos, que ocorrem em adultos jovens.

Fonte: Dr. Fabrício Martinelli

3.O Câncer pode ser Hereditário?

Sim, mas não é comum casos se desenvolvem somente por este fator.

Apenas alguns tipos de câncer possuem forte relação com essa afirmação. Alguns exemplos são o câncer de mama, estômago e intestino, embora não seja possível afirmar que todos os membros da família não tivessem sido expostos a um fator de risco em comum.

Englobando também o fator genético, há o fator étnico. Pois para os orientais, a leucemia linfocítica é muito rara. Já em negros, a ocorrência de sarcoma de Ewing é incomum.

Fonte: INCA, Instituto Nacional de Câncer

4.Quais são os tratamentos disponíveis?

Quimioterapia: é um tratamento no qual administram-se drogas via endovenosa ou via oral, geralmente, que destrói as células cancerosas presentes no sangue e em outros tecidos. Como é um tratamento sistêmico, pode afetar células normais e ocasionar efeitos colaterais, sendo os mais comuns: queda dos cabelos, feridas na boca (aftas orais), alteração do hábito intestinal (diarreia/constipação), náuseas/vômitos, anemia, queda dos leucócitos (elementos que conferem defesa contra infecções), febre (às vezes com necessidade de internamento para antibióticos endovenosos), infertilidade, entre outros. Os efeitos da quimioterapia às vezes podem ser desgastantes para o paciente, mas na maioria das vezes, são temporários. As orientações da equipe multidisciplinar devem ser seguidas e podem ajudar a amenizar esta fase.

Radioterapia: também utilizada para controle local da doença, utiliza de raios de energia nuclear para matar as células tumorais.

Cirurgia: nesta modalidade, o cirurgião procura retirar o tumor primário e uma margem de tecido sadio ao redor, com intuito de evitar recaída do tumor. Em alguns casos, procede também a retirada de alguns linfonodos (elementos do sistema linfático) com intuito de evitar a disseminação a distância da doença.

Existem outros tipos de tratamento, tais como: terapias-alvo (substâncias que atuam com grau de especificidade maior que os quimioterápicos e estão, atualmente, despontando como o futuro dentro do arsenal no tratamento contra o câncer), transplante de medula óssea alogênico (de uma pessoa para outra) ou autólogo (do indivíduo para ele mesmo), terapia gênica, hipertermia, utilização do laser, terapia fotodinâmica, sendo as três últimas ainda em fase inicial.

Fonte: Dr. Fabrício Martinelli

5.Quais são os fatores de risco?
  • Na alimentação: adoçantes artificiais, ingestão excessiva de gordura, conservação de alimentos inadequeada (fora da geladeira), alimentos com alta concentração de sódio, churrascos e defumados (devido o carvão);
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo;
  • Radiação Solar;

Fonte: INCA, Instituto Nacional do Câncer.