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Médica do IOP participa da Conferência Internacional da Society of Integrative Oncology

Médica do IOP participa da Conferência Internacional da Society of Integrative Oncology 

Uso crescente das terapias complementares requer profissionais cada vez mais voltados ao paciente

A médica Paola Pedruzzi participou recentemente da 16a Conferência Internacional da Society of Integrative Oncology (SIO), que aconteceu entre os dias 19 e 21 de outubro em Nova York, Estados Unidos. A cancerologista e cirurgiã de cabeça e pescoço está se aperfeiçoando nesta área e tem participado dos eventos da SIO onde tem a oportunidade de conhecer profissionais do mundo e do Brasil.

“A cada evento o conhecimento e as possibilidades de ajuda ao paciente aumentam. O uso crescente das terapias complementares deu origem a um campo interdisciplinar, centrado no paciente, chamado Oncologia Integrativa, que visa incorporar terapias complementares baseadas em evidências, aos tratamentos convencionais de câncer, para ajudar o paciente a melhorar sua qualidade de vida e atuar sobre sintomas e efeitos colaterais do tratamento.

Fizemos uma pesquisa com 244 pacientes no Instituto de Oncologia do Paraná (IOP). Aproximadamente 70% dos pacientes responderam que já praticaram ou praticam alguma terapia complementar com a finalidade de promover o bem-estar, alívio de estresse, ansiedade, diminuição dos efeitos colaterais de algum tratamento médico, dores, insônia, etc.

O problema é o desconhecimento do assunto por parte de médicos e da sociedade. Existe uma forma de abordagem do paciente e indicações precisas, que incluem não apenas as terapias, mas a avaliação detalhada do paciente

O aumento da popularidade das terapias complementares apresenta desafios. Há evidências sólidas mostrando que algumas terapias complementares podem aliviar, de maneira segura e eficaz, os sintomas relacionados ao câncer.

A acupuntura, por exemplo, pode atuar na dor, insônia, fadiga e náusea. Vários estudos relatam que o yoga, a meditação e os exercícios respiratórios melhoram a ansiedade, insônia e fadiga. Porém, nem sempre essas ou outras terapias são adequadas ou beneficiam o paciente. Daí a necessidade de estudos e avaliação personalizada do paciente. O uso de suplementos alimentares e de ervas, especialmente durante o tratamento, é mais controverso. A avaliação é feita caso a caso e depende muito da experiência do profissional.

As diretrizes, baseadas nos resultados de estudos recentes, recomendam, por exemplo, no tratamento do câncer da mama, yoga e meditação para estresse; yoga, massagem e musicoterapia para depressão; e acupuntura e acupressão para reduzir náuseas e vômitos causados pela quimioterapia.

O importante é o conhecimento de que o paciente com câncer pode ser beneficiado pela atenção integrada”,  finaliza a médica.