Informações úteis Tipos mais comuns

| Mama
| Colo de Útero
| Pulmão
| Tumores do Sistema Nervoso Central
| Câncer de Rim
| Hepatocarcinoma
| Genética e Hereditariedade
| Tumores da medula espinhal
| Câncer Colo-Retal


Mama
O câncer de mama é o tumor que mais causa morte entre as mulheres. Entre os sintomas de alerta, estão o aparecimento de nódulo, acompanhado ou não de dor mamária, alterações na pele que recobre a mama como abaulamentos ou retrações, modificações na estrutura do mamilo, eventuais derrames papilares (saída de líquido pelo “bico do seio”, especialmente aqueles sanguinolentos ou de “água cristalina”).
Fatores de risco
Entre os fatores de riscos, destacam-se o histórico familiar e outros ligados a fatores hormonais, como menarca precoce (abaixo de 13 anos), menopausa tardia (após 50 anos), a nuliparidade ou a primeira gestação tardia (após 30 anos) e o uso indiscriminado e prolongado de medicamentos hormonais.
Importância da detecção precoce
As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são os exames clínicos periódicos (ao menos uma vez ao ano) e a mamografia, que deve ser anual após os 40 anos de idade ou a partir de 35 anos naquelas pacientes de histórico familiar importante, mesmo as mulheres assintomáticas. O autoexame das mamas é importante, porém não desobriga as mulheres a se submeter a consultas médicas periódicas.

Fonte: Dr. Sérgio Hatschbach

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Colo de útero
O câncer de colo de útero é o terceiro tipo de tumor mais frequente na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele e de mama.
O HPV – Vírus do Papiloma Humano está presente em mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero, sendo transmitido pelo contato sexual. È fundamental o uso do preservativo não só para prevenção do HPV como da Aids.
Prevenção
Para a prevenção do câncer de colo de útero, é importante o exame ginecológico anual a partir do início da atividade sexual, independente da idade da paciente. O exame de citologia conhecido como Papanicolau, que consiste na coleta de secreção da superfície do colo do útero e análise pelo citopatologista, pode diagnosticar lesões muito iniciais ou de lesões chamadas precursoras do câncer de colo, que uma vez tratadas podem evitar a evolução da doença.
Informe-se com o seu médico sobre a vacina do HPV.

Fonte: Dr. Sérgio Hatschbach

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Pulmão

O câncer de pulmão representa o segundo tumor maligno  mais frequente no homem e na mulher e a primeira causa de morte por câncer em ambos os sexos. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, mais de 110 mil homens e 100 mil mulheres são diagnosticados com câncer de pulmão por ano nos Estados Unidos.
No Brasil, é o segundo câncer mais frequente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e  o terceiro mais frequente nas regiões Norte e Nordeste.
Trata-se do câncer que se forma a partir do tecido pulmonar, geralmente das células que formam os condutos que permitem a passagem de ar (brônquios, bronquíolos, etc.).
Basicamente existem dois tipos de câncer de pulmão: os carcinomas não pequenas células e o carcinoma indiferenciado de pequenas células. Todos estão relacionados com o fumo e têm diferente comportamento clínico e tratamento.
Os carcinomas não pequenas correspondem a 85% dos tumores do pulmão e são o carcinoma epidermóide (também chamado de carcinoma de células escamosas), o adenocarcinoma e o carcinoma indiferenciado de grandes células. O carcinoma indiferenciado de pequenas células é considerado o tumor mais agressivo e se caracteriza por disseminação precoce e também conhecido como carcinoma tipo “oat cell”.

Principais causas:
Uso de tabaco, onde 90% dos tumores ocorrem em fumantes
Tabagismo passivo
Poluição
Doença pulmonar (tuberculose, por exemplo)
História prévia de câncer de pulmão

Sintomas:
Tosse crônica
Dor torácica contínua
Escarro com sangue
Rouquidão
Dificuldade respiratória
Episódios repetidos de bronquite e/ou pneumonia
Inchaço da face e do pescoço
Perda de peso e do apetite
Fraqueza

Diagnóstico:
Raio-x de tórax
Exame de escarro
Broncoscopia com biópsia
Análise do material biopsiado por patologista
Biópsia guiada por tomografia computadorizada
Toracocentese
Toracotomia

Estadiamento:
Alguns exames devem ser realizados para determinar o grau de avanço através de tomografia computadorizada de tórax e abdômen superior.
Em casos selecionados:
Ressonância nuclear magnética;
Tomografia por emissão de pósitrons (PET/CT);
Cintilografia óssea;
Mediastinoscopia.

Tratamento:
O tratamento dos tumores não pequenas células difere dos pequenas células.
Os tumores não pequenas células podem ser tratados de diversas maneiras, dependendo do avanço da doença, envolve radioterapia, quimioterapia e cirurgia.
Já os tumores pequenas células são mais agressivos, sendo que geralmente seu tratamento envolve inicialmente quimioterapia. A radioterapia profilática cerebral também é usada.
Após o tratamento inicial, é importante que o paciente siga acompanhamento médico especializado devido às possibilidades de persistência ou recaída da doença.

Fontes: Dr. Fabrício Martinelli e Dr. Gerardo C. Gavarrete Valladares

 

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Tumores do Sistema Nervoso Central

Os tumores cerebrais malignos mais comuns são as metástases de um câncer originado em outra parte do corpo. Os cânceres da mama e do pulmão, o melanoma maligno e os cânceres de células sangüíneas (por exemplo: leucemia e linfoma) podem se disseminar para o cérebro.
Mais frequentemente são gliomas, os quais desenvolvem-se a partir de tecidos que circundam e dão sustentação às células nervosas. Vários tipos de gliomas são malignos e o glioblastoma multiforme é o tipo mais comum. Outros tipos incluem o astrocitoma anaplásico de crescimento rápido, o astrocitoma de crescimento lento e os oligodendrogliomas. Os meduloblastomas, mais raros, geralmente afetam crianças antes da puberdade.
Os tumores cerebrais ocorrem com igual frequência em homens e mulheres, mas alguns tipos são mais comuns em homens e outros mais frequentes em mulheres. Por razões desconhecidas, os linfomas do cérebro têm ocorrido com maior frequência sobretudo em pacientes com Aids.

Sintomas
Os sintomas aparecem quando o tecido cerebral é destruído ou quando a pressão sobre o cérebro aumenta. Essas circunstâncias podem ocorrer quer o tumor seja benigno ou maligno. No entanto, quando o tumor cerebral é uma metástase de um câncer distante, o indivíduo também pode apresentar sintomas relacionados a esse câncer. Por exemplo, o câncer pulmonar quase sempre produz tosse com expectoração sanguinolenta ou o câncer de mama pode produzir um nódulo mamário. Os sintomas de um tumor cerebral dependem de seu tamanho, da velocidade de seu crescimento e de sua localização.
A cefaléia (dor de cabeça) é frequentemente o primeiro sintoma, apesar da maioria das cefaléias ser devido a outras causas que não um tumor cerebral. A cefaléia causada por um tumor cerebral em geral recorre frequentemente ou é sentida constantemente, sem alívio, é intensa, pode aparecer em alguém que não sofria de dor de cabeça anteriormente, ocorre à noite e já está presente ao despertar.
Outros sintomas iniciais e comuns de um tumor cerebral são a falta de equilíbrio e de coordenação, tontura e visão dupla. Os sintomas mais tardios incluem a náusea e o vômito, febre intermitente e frequência respiratória e de pulso geralmente elevadas ou baixas.

Diagnóstico
O médico suspeita de um tumor cerebral quando o paciente apresenta qualquer um dos sintomas característicos. Apesar de o médico poder frequentemente detectar uma disfunção cerebral através do exame físico, outros procedimentos são realizados para a confirmação do diagnóstico. Radiografias simples do crânio e do cérebro são de pouca utilidade no diagnóstico de tumores cerebrais (com a ocasional exceção de um meningioma ou de um adenoma hipofisário).
Todos os tipos de tumores cerebrais são evidenciados em uma tomografia computadorizada (TC) ou em uma ressonância magnética (RM), as quais podem medir o tamanho do tumor e a sua localização exata. Quando um tumor cerebral aparece em uma TC ou em uma RM, são realizados exames complementares para se determinar o seu tipo exato.

Fonte: Dra. Rosane Johnsson

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Câncer de Rim

O câncer de rim é uma doença causada pelo surgimento de células malignas nos túbulos renais, que são responsáveis pela filtragem de impurezas do sangue e por desprezar estas impurezas na urina para eliminação pelo organismo. Cânceres podem ter origem também nos ureteres e nas
pelves renais, mas não têm a mesma evolução e comportamento dos cãnceres renais.

Os sintomas mais comuns do câncer renal são:
● Sangue na urina
● Dor
● Endurecimento ou massa palpável na barriga que não melhoram
● Perda de apetite
● Perda de peso inexplicável
● Anemia não esclarecida
Outras condições podem causar estes mesmos sintomas e somente um médico poderá esclarecer o diagnóstico, sendo sempre recomendada a consulta a um médico de sua confiança.

São fatores de risco para o câncer renal:
● Tabagismo ;
● Abuso de alguns tipos de medicamentos para dor, em doses excessivas e por tempo prolongado;
● Certas síndromes genéticas (Síndrome de Von Hippel Lindau e Síndrome do Câncer Papilar Renal Hereditário).
Se existir suspeita de câncer de rim, após a consulta, o médico poderá solicitar um ou mais exames complementares, sendo os mais comuns:
● Exames de sangue para avaliação das contagens de glóbulos brancos e vermelhos, para avaliar a excreção de impurezas do corpo e também para avaliar a função do fígado e de outros órgãos;
● Exame de urina para avaliar a presença de sangramento oculto pela urina, de sinais de doenças renais crônicas ou infecções urinárias;
● Urografia excretora: uma série de radiografias dos rins, ureteres e bexiga, feitos após a injeção de contraste;
● Ultra-sonografia: exame no qual os órgãos são avaliados quanto à sua forma através de imagens formadas pelo eco emitido por ondas de som;
● Tomografia Computadorizada: exame no qual imagens detalhadas dos órgãos são realizadas com a ajuda de um computador, e que permite observar a relação entre os órgãos e eventuais deformações presentes nestes;
● Ressonância Nuclear Magnética: procedimento no qual se usa ondas magnéticas e computador para produzir imagens detalhadas do interior do corpo;
● Biópsia: remoção de células ou tecidos para avaliação microscópica destes por um médico patologista à procura de sinais de células malignas. Pode ser realizada através de cirurgia ou através de punção por agulha.
Existem fatores que podem afetar as chances de recuperação de um paciente com câncer de rim. Os mais importantes são: a idade e o estado de saúde geral do paciente além do estágio em que se encontra a doença quando do diagnóstico.
Existem muitos tratamentos possíveis para o câncer de rim, que vai variar de acordo com a idade, a saúde geral do paciente e o estágio do tumor.

Os cinco tipos principais de tratamento são:
●  Cirurgia: usada para remover parte do rim (nefrectomia parcial)ou todo o rim (nefrectomia simples) ou ainda o rim e os tecidos adjacentes (nefrectomia radical). Apenas o seu médico poderá indicar qual o tipo de procedimento indicado. Uma pessoa pode viver com apenas um dos rins, quando este desempenha uma boa função, porém, quando a função dos rins está prejudicada, outros tratamentos que substituam a função do rim podem ser necessários, e em alguns casos até mesmo um transplante renal.
● Radioterapia: forma de tratamento do câncer que utiliza raios de alta energia ou outros tipos de radiação para impedir o crescimento de uma célula tumoral, ou destruí-la. A radioterapia também pode ser utilizada para reduzir sangramentos ou dor associada à presença do tumor. O tipo de radioterapia a ser utilizada dependerá do tipo e do estágio em que o tumor está sendo tratado.
● Quimioterapia: tratamento em que se utilizam drogas para parar ou reduzir o crescimento e a divisão das células tumorais. O medicamento, após administrado, circula no sangue e pode combater as células malignas em todo o corpo. A quimioterapia pode ser feita com uma única droga ou com uma combinação delas e isto dependerá do tipo de tumor tratado, do estágio da doença e da condição clínica de cada paciente. Como os medicamentos podem apresentar efeitos colaterais que variam de leves a graves, a escolha do melhor medicamento ou combinação deve ser feita pelo médico oncologista clínico junto com o seu paciente.
● Terapia biológica: também chamada de Bioterapia ou Imunoterapia, a terapia biológica utiliza substâncias produzidas pelo sistema imune do paciente na luta contra o tumor. Estas substâncias são utilizadas para parar ou reduzir o crescimento e a divisão das células tumorais. Um exemplo de terapia biológica para o tumor de rim é o uso do Interferon.
●  Terapia-alvo: utiliza drogas que podem encontrar e atacar locais específicos das células tumorais, minimizando o prejuízo às células normais do paciente. Estes tratamentos normalmente vão atuar inibindo vias metabólicas das células tumorais também com o objetivo de combater seu crescimento, multiplicação e disseminação. Podem também atuar impedindo a formação de novos vasos
sanguíneos na direção do tumor, o que pode ajudar a reduzir a chegada de oxigênio e nutrientes às células tumorais.
Muitos testes clínicos têm sido realizados com o intuito de descobrir novas formas de tratamento dos tumores de rim. Os pacientes que participam de testes clínicos podem ser avaliados para receber o tratamento padrão ou podem ser os primeiros a receber um novo tratamento, ajudando no avanço do conhecimento sobre esta doença. Você pode perguntar ao seu médico se existe algum estudo clínico em andamento e se seria interessante para o caso participar de algum estudo.

Fonte: Dra. Ana Luiza Wiermann

 

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Hepatocarcinoma

O hepatocarcinoma (ou carcinoma hepatocelular - CHC) é o câncer primário do fígado, ou seja, o câncer derivado das principais células do fígado - os hepatócitos. Como o demais cânceres, surge quando há uma mutação. Essa mutação pode ser causada por algum agente externo (como o vírus da hepatite B) ou pelo excesso de multiplicações das células (como a regeneração crônica nas hepatites), o que aumenta o risco de surgimento de erros na duplicação dos genes.
O hepatocarcinoma é o quarto câncer mais comum no mundo, com incidência anual de 250 mil a 1 milhão de novos casos ao ano. Sua incidência é maior em países com maior incidência de fatores de risco, como na Ásia, pela altíssima incidência de hepatite B. Com a redução na incidência da hepatite B pela vacinação em massa nos países mais afetados, a incidência está diminuindo. No entanto, graças à epidemia global de hepatite C nas últimas décadas, associada à epidemia de esteato-hepatite não alcoólica (associada à obesidade), a incidência está aumentando no Ocidente.
É mais comum em homens, independente da etnia, na proporção de 4:1, entre a 8ª e 9ª décadas de vida, observando-se recentemente redução progressiva da idade média, interpretada como secundária ao aumento proporcional da doença em portadores de hepatite C.

Sintomas
Os sintomas não são específicos e estão relacionados mais diretamente ao comprometimento da função do fígado e geralmente já indicam a presença de câncer avançado: dor abdominal (entre 40% e 60%), tumoração palpável no abdome à direita, distensão, falta de apetite, icterícia, ascite, emagrecimento, mal-estar, sonolência (por encefalopatia hepática) e hemorragia digestiva.

Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito através de exames de imagem, marcadores tumorais (exame de sangue) e anátomo-patológico (biópsia).  Outros exames que se pode realizar para o diagnóstico:
● Ultrassonografia (ecografia): exame facilmente disponível e capaz de avaliar adequadamente o fígado em todo o seu volume;
● Ultrassonografia com tecnologia de doppler, power doppler ou com contraste: aumenta a sensibilidade (capacidade de detecção) e especificidade (capacidade de diferenciar nódulos benignos de malignos) do exame. Também permite identificar a presença de invasão vascular, importante para a avaliação prognóstica e definição de possibilidades de tratamento;
● Exames de tomografia computadorizada e de ressonância nuclear magnética: especialmente o segundo exame é capaz de detectar lesões pouco menores e diferenciar com maior segurança nódulos malignos de nódulos benignos de regeneração.

Fonte: Dra. Rosane Johnsson

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Genética e Hereditaridade

Todo câncer é genético, mas nem sempre hereditário.

O câncer é uma doença causada por mutações genéticas em células de determinados órgãos. Podem ser transmitidos hereditariamente, isto é, passar de pais para filhos, de uma geração a outra quando estas mutações genéticas estão contidas nos óvulos ou nos espermatozóides. Com a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide), gera um feto contendo essas mutações. Por isso, todo câncer é uma doença genética, mas nem todos são hereditários. Na população, 10% a 20% dos casos de câncer são de causa hereditária, enquanto a maioria (80% a 90%) apresenta causas externas, como, por exemplo, cigarro, irradiação, alimentação, vírus, etc.
Porém, estes casos hereditários apresentam-se de modo peculiar. Aparecem em pessoas mais jovens que a população normal ou aparecem em sequencia ou múltiplos. Aparecimento de outros tipos de tumores relacionados ou ocorrência de tumores raros na mesma família são sinais de causa hereditária de câncer. Um exemplo disso são os cânceres de mama em pacientes abaixo de 40 anos e que foram afetados a mãe e a filha ou irmã,  ou que ocorrem em ambas as mamas e ocorrência de câncer de mama seguido de câncer de ovário na mesma paciente.

Testes genéticos
Identificados com risco hereditário de câncer, esses pacientes devem ser seguidos por médicos devido ao risco de segunda neoplasia, além de incentivar seus familiares para diagnóstico precoce e prevenção destes tumores. Em alguns casos, indicam-se cirurgias profiláticas quando há evidência concreta de câncer hereditário.
Com os conhecimentos adquiridos sobre a genética do câncer, criou-se uma expectativa a respeito dos testes genéticos para cânceres hereditários (aqueles que são transmitidos dos pais para os filhos) ou os cânceres familiares (agregados familiares com câncer). Espera-se que, com a positividade do teste genético, possam ser identificados os indivíduos com predisposição ao câncer, podendo preveni-lo ou detectá-lo precocemente, assim como tratamento de lesões pré-cancerosas.

A importância do histórico familiar
Mesmo com esse avanço na biotecnologia, antes de tudo é preciso ouvir a história da família: se houve ou não casos de câncer e em quem, o tipo dos tumores e a idade de aparecimento mesmo sendo tumores ou lesões benignas. Examinar o paciente e seus familiares também é fundamental ma busca de lesões que possam estar relacionados aos cânceres hereditários e familiares. Sem estes dados iniciais o médico que o assiste não tem a possibilidade de saber qual o teste mais apropriado para detectar a mutação genética causadora do câncer. O resultado do teste pode também não ser adequadamente interpretado, não trazendo benefícios em termos de qualidade de vida e prevenção ou até mesmo prejudicando o paciente psicologicamente e socialmente se não houver o adequado manejo da informação obtida com o teste genético.

Fonte: Dra. Clarice Yamanouchi

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Tumores da medula espinhal

Os tumores da medula espinhal são massas de tecido novo, benigno ou maligno, que se desenvolvem na medula espinhal. Os tumores da medula espinhal podem ser primários (originados na medula espinhal) ou secundários (metástases provenientes de um câncer originado em uma outra parte do corpo). Os tumores da medula espinhal são muito menos comuns do que os tumores cerebrais e são raros em crianças. Apenas 10% dos tumores primários da medula espinhal originam-se das células nervosas situadas no interior desse órgão.

Sintomas
Geralmente, os tumores da medula espinhal causam sintomas através da compressão dos nervos. A compressão das raízes nervosas, as partes do nervo que emergem da coluna vertebral, pode causar dor, dormência, formigamento e fraqueza.

Diagnóstico
Há possibilidade de um tumor da medula espinhal em indivíduos com determinados tipos de câncer em outras partes do corpo, que apresentam dor em uma área específica da coluna vertebral, fraqueza, formigamento ou má coordenação. Devido à disposição dos nervos da medula espinhal, o médico pode localizar o tumor através da avaliação das partes do corpo que não estão funcionando normalmente.
O médico precisa descartar outros distúrbios que podem afetar a função da medula espinhal, como a dorsalgia, contusões ósseas, suprimento sanguíneo insuficiente à medula espinhal, fraturas vertebrais e hérnias discais, assim como doenças como sífilis, infecções virais, esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica.
As radiografias da coluna possam revelar alterações ósseas. As imagens geralmente não mostram tumores que ainda não afetaram o osso. A ressonância magnética (RM) é considerada a melhor técnica para examinar todas as estruturas da medula espinhal e da coluna vertebral. Para o diagnóstico do tipo exato de tumor, é necessária a realização de uma biópsia (coleta de uma amostra do tumor para ser submetida ao exame microscópico).

Fonte: Dra. Rosane Johnsson

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Câncer Colo-Retal

O câncer colo-retal é aquele que acomete o intestino grosso e o reto e acomete tanto homens quanto mulheres, sendo o terceiro câncer mais frequente na região Sul quando excetuado o de pele.
A doença na fase inicial não causa sintomas. Geralmente começa como pólipos que vão crescendo até sangrar ou causar obstruções.

Sintomas
• Sangramento retal
• Mudança no padrão de funcionamento intestinal permanente
• Desconforto abdominal (dores, cólicas, sensação de plenitude ou empachamento)
• Alteração do formato das fezes
• Sensação de desconforto ou necessidade de evacuar sem motivo
• Fadiga constante
• Constipação crônica (ressecamento)

Fatores de risco
• Idade acima de 50 anos
• Histórico familiar de pólipos do intestino ou de câncer do intestino
• História pessoal de doença inflamatória do intestino (reto-colite ulcerativa ou doença de Crohn) ou de câncer de endométrio ou mama
• Obesidade e sedentarismo
• Uso de fumo ou álcool

Detecção precoce
São exames realizados por pessoas sem sintomas, homens e mulheres, com a finalidade de encontrar pólipos ou câncer na sua fase inicial. A partir dos 50 anos recomenda-se fazer um desses exames:
• Colonoscopia a cada dez anos, começando aos 50 ou antes se houver história pessoal ou familiar
ou
• Pesquisa anual de sangue oculto nas fezes e sigmoidoscopia flexível a cada cinco anos
ou
• Enema baritado de duplo contraste a cada cinco anos
(No caso de qualquer alteração destes exames fazer colonoscopia)

Orientações para diminuir o risco
• Aumente o consumo de frutas e verduras (cinco porções por dia)
• Mantenha o seu peso ideal
• Faça exercícios regularmente
• Limite o uso de gordura animal
• Pare de fumar
• Limite o uso de bebidas alcoólicas

Fonte: Dr. Nils G. Skare

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