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Biologia molecular, drogas agnósticas e oncogenética são destaque no Fórum de Debates do IOP

O Instituto de Oncologia do Paraná – IOP realizou na última quinta-feira, dia 31, em Curitiba, uma nova edição de seu Fórum de Debates, desta vez com foco em biologia molecular e oncogenética. O evento contou com a participação de oncologistas clínicos e cirúrgicos, radioterapeutas, geneticistas, biólogos e residentes de medicina e equipe multidisciplinar.

“Um novo cenário na Oncologia: abordagem agnóstica de tumores/testes genéticos” foi o tema da primeira palestra, proferida pela coordenadora do Setor de Biologia Molecular, Graziele Moraes Losso, do Mantis Diagnósticos Avançados. Segundo Dra. Graziele, “O cenário da oncologia mudou completamente nos últimos anos com a inserção da terapia personalizada e a inserção de novos marcadores moleculares e o surgimento até de marcadores agnósticos que tratam parte de tumores independente de sítio e sim baseado num marcador molecular. A perspectiva do futuro com os testes moleculares e o tratamento oncológico dá maiores chances de cura do paciente e tratamentos mais assertivos”.

Mateus Rossato doutor em bioquímica, abordou o tema “Alterações moleculares: diagnóstico e alvos terapêuticos (FGFR)”. De acordo com Rossato, “A medicina está inserida num contexto no qual começaremos a tratar as alterações moleculares que os pacientes apresentam e não mais as doenças em si. Então, para fazer um diagnóstico correto é preciso conhecer as ferramentas e a biologia molecular vem ao nosso encontro justamente para permitir que se faça o diagnóstico correto das alterações para poder fazer a melhor seleção de terapia-alvo para essas alterações, agregando maior qualidade de vida e um melhor desfecho para o paciente”.

A doutora em Terapia Gênica e Terapia Celular Priscila Denapoli falou sobre Fusão de NTKR. “É preciso tratar o paciente de acordo com as alterações genéticas presentes no tumor. O Brasil foi o segundo país no mundo a aprovar o Larotrectinibib, uma droga agnóstica baseada na alteração molecular NTKR usada para o tratamento de tumores sólidos avançados e metastáticos em pacientes adultos e pediátricos. As proteínas de fusão TRK são um desencadeador oncogênico essencial em diversos tipos de tumores em adultos e crianças”.

A palestra de encerramento do Fórum de Debates coube ao oncologista clínico Evanius Garcia Wiermann, do IOP, que abordou o histórico da imunoterapia, ativadores dos receptores e a nova técnica de tratamento envolvendo as células dos próprios pacientes, a chamada Cell T. “A imunoterapia é um dos pilares do tratamento oncológico e uma maneira que se tem para atingir os tumores ou de que se possa conhecer os tumores a partir da melhora da ativação. Existem diversas modalidades de imunoterapia e a mais importante delas talvez seja a do alvo terapêutico específico, pois através dele conseguimos tratar vários tumores a partir desse alvo, ou seja, houve uma mudança de paradigma na forma de se tratar os pacientes oncológicos. Hoje, a partir do tumor, não importa onde quer que ele esteja, se ele tiver marcador é possível usar a imunoterapia com sucesso”.

Após as palestras os profissionais deram início aos debates e responderam aos questionamentos do público presente.